Infraestrutura como Código: Como automatizar o provisionamento de serviços na nuvem

Atualmente o termo DevOps se popularizou no mundo da tecnologia. Sua definição se baseia simplesmente na união de desenvolvimento com operações, e dentre as ferramentas que compõem estes processos integrados está a infraestrutura como código. O termo Infraestrutura como código é uma metodologia de processos de provisionamento de infraestrutura tecnológica usada para que as respectivas equipes, principalmente DevOps, possam gerenciar e provisionar infraestrutura por meio de código de forma programática, ao invés de ter que recorrer ao acesso físico ao hardware ou até mesmo através de portais ou ferramentas de configuração.
Resumindo, a abordagem Infraestrutura como Código nada mais é do que a entrega de uma infraestrutura ágil, utilizando-se de codificação simples e objetiva, sem a necessidade de diversos passos e processos para se preparar um ambiente, sem perder o poder de controle, segurança, qualidade e disponibilidade.

CloudFormation

A Amazon Web Services (AWS) possui um serviço chamado CloudFormation que provisiona sua infraestrutura na nuvem através de um código em formato JSON ou YAML, caso o usuário não possua experiência com esses modelos existe o CloudFormation Designer, uma ferramenta gráfica que o auxilia a criar e modificar seus modelos de template.
A vantagem de ter sua infraestrutura baseada em código se dá através da possibilidade de colocar um ambiente em produção com apenas um clique, bem como replicar o mesmo quantas vezes for necessário. Por exemplo: uma aplicação precisa estar em mais de uma região, neste caso é necessário pegar seu template e aplicar no CloudFormation na região desejada, assim sua infraestrutura estará pronta em minutos! Dessa forma não será preciso convocar um grande time de TI para subir a infraestrutura manualmente, além de ganhar tempo e reduzir possíveis falhas.

No CloudFormation também temos o conceito de modelo que são os templates nos mesmos formatos. Eles descrevem os recursos da AWS que são necessários para fazer a implantação da aplicação, e as pilhas (stack) são o conjunto de recursos descrito nos modelos. Elas podem ser criadas, atualizadas e excluídas com facilidade!
Sabemos que é preciso realizar um upgrade na infraestrutura à medida que nosso negócio cresce. Por este motivo é muito importante ter um controle de versões, para que quando ocorra algum problema seja possível identificar com mais rapidez o que foi feito, e assim voltar para uma versão estável do ambiente assim deixando-o disponível novamente sem prejudicar os usuários, lembrando que ao criar ou atualizar sua pilha o CloudFormation avisa se houver algum erro.
Agora você deve estar se perguntando sobre o valor para ter essa automatização, eis uma boa notícia: não há custo para usar o CloudFormation contanto que sejam recursos da AWS. Serão cobrados apenas os recursos que forem provisionados com instâncias EC2, Elastic Load Balancing etc.

Ansible

Além da ferramenta provida para a AWS existem também algumas ferramentas que são adotadas pela comunidade para o mesmo objetivo, como o Ansible que é uma ferramenta de automação de código aberto usada para configurar servidores, instalar softwares e executar uma alta espécie de tarefas de TI a partir de uma localização central. O Ansible é operado hoje pela RedHat e tem todo o suporte desta grande empresa, trazendo uma grande confiabilidade à ferramenta.

É um mecanismo sem agente de um para muitos, onde todas as instruções são executadas a partir de uma máquina de controle que se comunica com clientes remotos preferencialmente em SSH, embora outros protocolos também sejam suportados.
Além disso, o Ansible também provê uma linguagem simples de se escrever em YAML, ou seja, de fácil interpretação para suporte, desenvolvedores e gerentes de TI.
No início da ferramenta, somente rodava em Linux Core. Porém, agora também roda no Windows sem precisar de formas alternativas para funcionar.
A vantagem mais clara de utilizar uma ferramenta como o Ansible é que não há limitação à plataforma de nuvem que a ferramenta está aplicada, podendo, com alguns ajustes, portar o código para ser aplicado em uma nuvem diferente, ou mesmo facilitar a migração do seu workload caso esse seja seu objetivo.

O ponto negativo no entanto está na necessidade de se prover a infraestrutura para operar o Ansible, tendo que lidar com a gestão tanto da parte de sistemas operacionais quanto de software, adicionando uma camada de trabalho extra para operar o serviço.

Enfim, espero que tenham gostado da breve explicação sobre o assunto que está cada vez mais sendo procurado por todos.

Até mais!
Para mais artigos sobre o mundo da AWS confira em nosso blog!


Amazon Workspaces

Solução Home Office – Amazon Wokspaces

O uso da VPN (Virtual Private Cloud) vem cada vez mais se popularizando no país, assim como o Home Office e os usuários remotos.
Esse artigo tem como foco empresas que utilizam o serviço web da Amazon, uma vez que a plataforma tem disponível a, solução DaaS na nuvem da AWS. Isso mesmo! Um serviço que entrega desktops totalmente acessíveis de qualquer lugar, desde que o dispositivo tenha conexão com a internet, seja ele um tablet, laptop ou até mesmo um smartphone.
Estamos falando das Amazon Workspaces, então, vamos imaginar um cenário muito comum nos dias atuais, digamos que devido toda a paralização por conta do COVID-19, sua empresa teve que enviar seus funcionários para trabalhar de casa, no entanto, eles não utilizam laptops,mas sim, computadores de mesa, dessa forma, se torna inviável levá-los para casa não é?
Com essa tecnologia, é possível provisionar Desktops na nuvem para que os colaboradores possam acessar a AWS através dessa máquina, seja ela Windows ou Linux. As workspaces rodam dentro de uma VPC na AWS, visto isso, o ideal é que haja também uma vpn Site-to-Site entre essa VPC e o ambiente On Premises da Empresa, assim, através dos desktops virtuais, também será possível acessar recursos internos como sistemas ou servidores que rodam no escritório.
Com o propósito de simplificar o gerenciamento de dezenas, centenas, ou até milhares de Desktops virtuais, também é possível utilizar o Amazon AD Connector, para que os usuários possam acessar apenas suas respectivas máquinas através de seus usuários provisionados dentro do AD da empresa, elevando a segurança das máquinas, GPO para limitar acessos, assim como no escritório. A Workspace é integrada com o Amazon KMS, sendo assim, todo e qualquer acesso ao volume persistente passa por uma camada de criptografia, paralelo a isso, nenhum dado do usuário é armazenado no dispositivo de acesso, viabilizando a segurança da informação.

Como último tópico, iremos abordar o custo, como tudo em cloud, esse serviço também se encaixa como On demand, ou seja, a
empresa pagará apenas o utilizado de recursos nas workspaces, uma vez que se o usuário irá trabalhar apenas em horário comercial, porque eu devo pagar um recurso que fica full-time? Não faz muito sentido, não é?
Assim, os custos são reduzidos a ponto de não haver a necessidade da compra de hardware , podendo entregar uma solução compatível com outros serviços, altamente disponível, totalmente gerenciável, facilmente escalável, seja escalabilidade de quantidade de Desktops ou de recursos computacionais, onde há segurança nos dados e redução de custos, tudo isso na nuvem.
Leia mais sobre home office em nosso blog!

Processo de Integração e Deploy Contínuo (CI/CD) na AWS – Parte 2

Abaixo, segue um tutorial simples e eficaz de como realizar esta arquitetura na sua rede AWS.
Hands On!
Para começarmos, será necessário criarmos duas IAM Roles:
• IAM role para o CodeDeploy realizar o deploy na EC2 instance;
• IAM role para a EC2 acessar o S3.

1° CodeDeployRole:
– Vá até o seu console da AWS e entre no serviço do IAM:

– Após acessar o serviço do IAM, clique em Roles:

– Agora, clique em Create Role:

– Selecione o serviço do CodeDeploy:

– Selecione o Case do CodeDeploy e depois clique para adicionar as permissões:

– Selecione AWSCodeDeployRole e clique em Next:

– Dê um nome a sua Role e clique em Create Role:
https://www.darede.com.br/wp-content/uploads/2020/04/24140109/Processo-de-Integra%C3%A7%C3%A3o-e-Deploy-Cont%C3%ADnuo-na-AWS-7.png

– A regra foi criada com sucesso:

2° S3 Role:
Agora faremos um processo parecido com o anterior, porém, agora selecionaremos o serviço de EC2.

– Clique novamente em Create Role depois, selecione EC2:

Clique em Next.
– Nas permissões, selecione AmazonS3ReadOnlyAccess:

Clique em Next.
– Agora, dê um nome para role que acabamos de criar:

– Clique em Create role.

3° Vamos criar uma instância EC2 que receberá o deploy. Para que funcione perfeitamente, será necessário utilizarmos o CodeDeploy Agent na máquina:
– Primeiro, vamos criar uma instância. Acesse o Painel EC2 > Instances e vá em Launch Instance:

– Neste tutorial, iremos utilizar um Amazon Linux:

– Agora, selecione a instância do tipo t2.micro:

Clique em Next.
– Agora, selecione sua VPC, sua Subnet e Auto-assign Public IP deixe como Enable.

– Na parte do IAM Role, selecione a role que criamos para a EC2:

– Mais pra baixo, desça até a parte do Advanced Details, mais precisamente na parte do User data e cole o seguinte código:
#!/bin/bash
yum -y update
yum install -y ruby
yum install -y aws-cli
cd /home/ec2-user
aws s3 cp s3://aws-codedeploy-us-east-1/latest/install . –region us-east-1
chmod +x ./install
./install auto

Para saber mais sobre User data, clique aqui.

Deve ficar algo parecido com isto:

Lembrando que, os valores das regiões estão de acordo com a região que estou trabalhando, neste caso North Virginia (EUA).

Clique em Next.
– Na próxima página, referente ao volume, não será necessária nenhuma alteração, é o suficiente para realizarmos este tutorial.
Clique em Next.
– Na parte das TAGS, iremos adicionar a tag Name, para que possamos identificar a máquina no painel das instâncias:

Chave: Name
Valor: EC2-CodeDeploy
– Agora, parte dos Security Group’s, selecione as opções de liberação para SSH e HTTP. Na parte do Source selecione My IP. Deve ficar algo assim:

Clique em Next.
– Confirme todas as informações e clique em Launch. Selecione uma chave. pem que você tenha acesso e finalize o processo de criação.
4° Após a máquina estar com o Estado Running, acessa-a via SSH. Neste procedimento, estou usando o PuTTY, caso queira saber mais, clique aqui.

– Após acessar a máquina via SSH, vamos validar se o CodeDeploy Agent está instalado:

Rodando como o esperado.

– Agora, nós iremos criar os arquivos necessários para o deploy funcionar.

– Entre no /tmp da máquina:

– Crie uma pasta para receber os arquivos:

– Rode o seguinte comando:
url -O http://s3.amazonaws.com/aws-codedeploy-us-east-1/samples/latest/SampleApp_Linux.zip

– Descompacte o arquivo:

– Delete o arquivo .zip:

– Digite os seguintes comandos de acordo com a documentação do Github:
git init
git add .
git commit -m “first commit”
git remote add origin git@github.com:YOUR_USERNAME/YOUR_REPOSITORY.git
git push -u origin master

5° Agora, iremos criar a parte do CodeDeploy.
– Acesse a console da AWS e filtre pelo serviço do CodeDeploy:

– Após acessar o serviço, clique em Applications:

– Clique em Create Application:

– Dê um nome para sua aplicação e selecione a plataforma EC2:

Clique em Create Application.
– Depois que criamos a aplicação, é necessário criamos o grupo de depoloy (Deployment group), onde nós apontamos para onde deve ser direcionado o deploy. Clique em Create Deployment Group:

– Dê um nome para seu grupo de deploy:

– Seleciona a role criamos no primeiro passo:

– Na parte de configuração do ambiente, é onde selecionamos para qual recurso iremos apontar o deploy, neste caso, utilizaremos o TAG Name da EC2 para identificarmos o recurso:

– Nas configurações de deploy (Deployment settings), deixe esta configuração:


– Como neste caso não temos Load Balancer nesta arquitetura, podemos desabilitar esta opção:

Clique em Create Deployment Group.
6° Com essas configurações feitas, podemos testar o deploy de forma manual:
– Para isso, entre no deployment group que acabamos de configurar. Este é o caminho:

– Após acessar, clique em Create deployment:

– Selecione a opção que sua aplicação está no Github. Depois dê um nome à sua conexão com o git e clique em Connect to GitHub:


– Será aberto um pop-up solicitando autorizar a integração:

Pode confirmar a integração entre as plataformas.
– Deverá aparecer algo parecido com isto em sua tela:

– Preencha os dados com o nome do repositório e o ID do commit, gerado pelo passo quatro que fizemos:


A tela deverá ficar assim:

O nome do repositório deve ter o seguinte formato: “GITHUB_USERNAME/REPOSITORY_NAME”
– Dê uma descrição ao seu deployment:

– No final da página clique em Create Deployment.

Após isso, podemos notar que a estrutura está funcional e operando:


7° Agora, iremos usar o recurso do CodePipeline para automatizar todo este processo de deploy sempre que houver alterações no repositório:
– Entre no serviço do CodePipeline:

– Depois clique em Create Pipeline.
– Dê um nome para sua pipeline:

Clique em Next.
– Agora no Source selecione GitHub:

– Clique em Connect to GitHub:

– Forneça acesso ao CodePipeline:

– Selecione o repositório:

– Também selecione a Branch:


– Usaremos os webhooks padrões do GitHub:

Clique em Next.
– Neste tutorial, não será necessário utilizarmos o codebuild, então podemos pular esta parte. Clique em Skip build stage:

– Seguindo, escolha o provedor de deploy (Deploy provider) o CodeDeploy que já está devidamente configurado:

Selecione a região e as outras duas informações que criamos nos passos anteriores, na configuração do CodeDeploy:

Clique em Next.
– Agora revisando as informações, desça até o final da página e clique em Create Pipeline.

– Note, que a Pipeline rodou perfeitamente e já fez o deploy automático do último commit utilizado no repositório:

8° Para validar o sucesso do deploy, vá até o painel das Instâncias EC2 e procure a instância que criamos neste tutorial:

– Procure pelo campo Public DNS(IPv4):

Copie este valor.
– Abra uma nova guia e acesse este endereço.
Será exibida uma tela como essa:

9° Agora, nós iremos validar o funcionamento do deploy automatizado. Iremos fazer uma modificação qualquer no código, iremos realizar o push para o GitHub e a alteração será automaticamente aplicada na instância EC2.
– Acesse a máquina Linux e abra o arquivo .html com seu editor de texto favorito:

Neste caso, usei o VIM para editar o arquivo.
– Após abrir o arquivo, editei a cor de fundo da página:
Antes:

Depois:

– Depois de alterado, vamos commitar as alterações:

– Agora nos resta realizar o push:

Coloque suas credenciais e finalize o processo.
– Acessando as pipelines, é possível ver o deploy funcionando automaticamente:


– Volte na página web que abrimos anteriormente e dê um F5, note que a cor da página mudou:

Bom, finalizamos por aqui nossa configuração de CI/CD de uma forma simples e eficaz.

Workloads Microsoft

Modernização de Workloads Microsoft SQL na AWS

A AWS desenvolveu o Migration Acceleration Program (MAP), um programa para que o cliente possa trazer a suas cargas de trabalho com segurança e performance, se adequando a sua estrutura de negócio, seja em ambiente Windows ou Linux.

Vamos entender como seria a modernização de cargas de trabalho do Microsoft SQL Server para a AWS.

Vamos trazer um cenário que o cliente possui um servidor com um SQL Server e deseja trazer essa carga para da AWS. Levando em consideração que a sua preocupação seja somente comercial, ou seja, a atenção do cliente está voltada somente em questões comerciais do negócio e deseja que esse banco seja gerenciado pela AWS. O serviço mais indicado é o Amazon RDS (Relational Database Service) que é uma aplicação da AWS que automatiza tarefas demoradas de administração, como provisionamento de Hardware, atualização de patches, backups, entre outros. .
Um outro cenário é de um cliente que também possui um servidor com um SQL Server e deseja trazer essa carga para da AWS, porém ele deseja ter total gerencia do banco, seja por sua própria equipe de suporte, ou através de suporte de um parceiro AWS. Neste exemplo podemos utilizar uma instância EC2 para essa carga de trabalho, a AWS fornece várias ferramentas que podem ser utilizadas para a migração de servidor. para sanar dúvidas de qual serviço empregar, ou como usar, é de grande valia utilizar o recurso de MAP, assim auxiliando o cliente nessa decisão. Lembrando que este serviço pode ser utilizado não somente para migração de ambiente, mas também para a modernização de outros recursos. Lembre-se na dúvida, sempre peça ajuda!

Quer saber mais? Acesse o link de documentação MAP da AWS – https://aws.amazon.com/pt/migration-acceleration-program/

Link da documentação sobre RDS AWS – https://aws.amazon.com/pt/rds/

Leia mais sobre o mundo da AWS em nosso blog!

Processos CI/CD

Processo de Integração e Deploy Contínuo (CI/CD) na AWS – Parte 1

Antes de introduzir o assunto de CI/CD, precisamos entender um conceito que vem ganhando grande força no mundo da tecnologia: o DevOps. Esse termo é bem sugestivo pois se deriva da junção das palavras “desenvolvimento” (em inglês, development) e “operações” (em inglês, operations). Essa palavra descreve um conjunto de práticas para integração entre as duas equipes. Entretanto, há a possibilidade de incorporação de outros setores, como por exemplo, o de controle de qualidade, permitindo adotar processos automatizados para um desenvolvimento rápido e seguro de aplicações e serviços.
Também não podemos deixar de falar de Pipeline, uma vez que esses assuntos estão diretamente ligados. Na tradução literal, pipeline, traz o conceito aplicado a gasodutos e encanamentos. Na área de TI, esse termo vem se mostrando cada vez mais atual e utilizado. Seu objetivo, é automatizar o processo de entrega de um software. Usando publicações e correções em uma aplicação de forma contínua. E assim, garantindo a qualidade na entrega final deste processo.

Vantagens de se utilizar pipeline:

  • Automatização benéfica, agilizando o processo e evitando erros humanos; (Quanto menos erros, a entrega será mais rápida)
  • Fácil integração de pequenas atualizações;
  • Como os desenvolvedores não se preocupam em entregar o código até produção, eles conseguem ficar mais focados na configuração de novas features;
  • Possibilidade de realizar atualizações de código pequenas, frequentes e reversíveis.
  • Concentração de logs de teste, atualizações e deploys ficam acessíveis para verificação a qualquer momento;
  • Bugs são identificamos de forma mais rápida, agilizando as correções.
  • CI – Continuous Integration

    Bom, a definição básica de integração contínua (CI) é a prática de automatizar a integração de alterações individuais de código, chamadas de branches, de vários colaboradores em um único projeto de software através do merge de diversos branches em um código consolidado. O processo de CI é composto por ferramentas automáticas que apontam, a correção do novo código antes da integração.
    Temos exemplos de ferramentas de repositórios de cógido com esse recurso, o GitHub, BitBucket, GitLab entre outros. Vale lembrar que na AWS temos o serviço do CodeCommit, que é extremamente funcional e de uso parecido dessas ferramentas mais famosas, visto que ele hospeda repositórios baseados em Git. Caso queira ter mais informações sobre este serviço, clique aqui.

    CD – Continuous Deployment/ Continuous Delivery

    Há dois conceitos ligados a sigla CD, mas seu principal objetivo é a prática de desenvolvimento de software em que as alterações de código são criadas, testadas e preparadas automaticamente para a liberação em um ambiente de produção. Ele expande a integração contínua, implementando todas as alterações de código, seja em um ambiente de teste, ambiente de produção ou em ambos, após a conclusão do estágio de construção. Quando a liberação deste deploy é feita de forma de aprovação, ou seja, é necessária uma intervenção humana para a esteira ser finalizada, temos o conceito de Continuous Delivery. Já quando este processo é totalmente automatizado, com todos os testes funcionando, sem a autorização explícita humana, temos o conceito de Continuous Deployment. Algumas das ferramentas mais famosas para este processo temos o Jenkins, utilizado em todo o mundo, devido a sua grande comunidade e infinidade de plugins, garantindo inúmeras integrações.
    Na AWS, temos o AWS CodePipeline, que nos ajuda nessa integração. Na plataforma, temos serviços como o CodeBuild, para você compilar sua aplicação e o CodeDeploy para realizar os deployments em seus recursos necessários para seu software. Para entender melhor sobre o AWS CodePipeline, clique aqui.

    Em uma estrutura padrão de CI/CD, temos a seguinte estrutura de funcionamento:
    AWS Code Pipeline

  • Source: O local onde está o código da aplicação;
  • Build: Momento em que é efetuado um merge do código já existente com o código de atualização. Aqui também pode ser efetuado a compilação da sua aplicação, gerando toda estrutura;
  • Test: Este passo é um dos essenciais para garantir uma entrega rápida e segura. Aqui são efetuados testes automatizados para garantir o pleno funcionamento da aplicação.
  • Staging: Após os passos acima ocorrerem perfeitamente, a aplicação é enviada para um ambiente de staging, mais próximo a realidade em que sua aplicação irá funcionar. Nele são realizados testes adicionais de funcionamento da aplicação e infraestrutura antes de ir definitivamente para o ambiente de produção.
  • Production: Finalizando a pipeline, temos o ambiente de produção, após ter sido devidamente testado e atualizado com os processos anteriores, além de depender do nível de maturidade dos seus testes, essa nova versão lançada está funcionando perfeitamente e foi atualizada de forma automática. Finalizando o CI/CD.
  • Vamos agora criar na prática um exemplo de deploy automatizado simples na AWS juntamente com seu GitHub, uma das plataformas de versionamento de código mais utilizadas no mundo , para que você veja as várias maneiras de possíveis integrações na AWS. Para isso, foi realizado a seguinte arquitetura:

    Na ilustração acima, os desenvolvedores fazem o “push” da aplicação para o Github. Neste momento, juntamente configurado com o AWS CodePipeline, o Git dispara um webhook toda vez que ocorre uma alteração de código. Assim o CodePipeline gera um Artefato da aplicação, manda para um bucket S3 e aciona o CodeDeploy para finalizar o deploy automático em uma Instância EC2. Lembrando que, como fizemos um método simples de deploy, não temos um passo de build ou test, esta ilustração serve apenas para que você veja a configuração de um continuous deployment de maneira fácil.
    Na parte 2 traremos um tutorial de como realizar esta arquitetura na sua rede AWS.

    5 Dicas para Home Office

    Após a Organização Mundial da Saúde (OMS) transformar o coronavírus (COVID-19) em uma pandemia, e o avanço dos casos confirmados em nosso país, muitas empresas estão orientando seus colaboradores a realizar o home office, ou seja, trabalhar de casa. Esta modalidade pode ser um desafio para muitas pessoas pois requer disciplina para manter a concentração e produtividade. Diante disso o blog Darede selecionou algumas dicas para que o home office não se torne uma experiência problemática tanto para o colaborador quanto para a empresa:

    1- Mantenha a rotina
    Apesar de estar em casa, sua rotina de trabalho não deve ser alterada. Então acorde, tome café da manhã e se vista como fosse trabalhar. Isso ajuda seu cérebro a entender que é hora de trabalho e não de lazer. Além disso é essencial para aqueles que terão que fazer reuniões online.

    2- Continue com os horários de forma rígida
    Você irá poupar o tempo de deslocamento e trânsito. E isso é positivo. Mas seus horários deverão continuar rígidos. Você entra as 9h no trabalho? Esteja em frente ao computador as 9h. Tem uma hora de almoço? Siga seu horário normalmente até o fim do expediente, assim como aconteceria se você estivesse no trabalho.

    3- Utilize um local adequado
    Trabalhar em cima da sua cama ou sentado no sofá da sua sala talvez não seja a ideia mais produtiva. Procure um lugar tranquilo, bem iluminado onde não há distrações, e que tenha uma mesa com uma cadeira confortável. Sempre comunique seus parentes ou pessoas que moram contigo que você está em horário de trabalho e não pode ser interrompido a não ser em emergências.

    4- Internet
    Nada é mais frustrante do que a internet falhar no meio do expediente. Então cheque com antecedência a qualidade e comunique imediatamente seu gestor em caso de problemas na rede.

    5- Comunicação, comunicação, comunicação!
    Esteja sempre em contato com seus colegas, seja via e-mails ou aplicativos de computador e celular, como o Whatsapp por exemplo. Assim serão evitadas falhas de comunicação que podem criar problemas no andamento de processos, assim tornando o home office um vilão da sua empresa.

    O importante aqui é fazer esta transição de uma forma tranquila e transparente a fim de evitar problemas e falta de produtividade. Sempre avise seu gestor em caso de quaisquer contratempos.
    Leia mais dicas de home office em nosso blog!

    Problemas com Horário de Verão

    Esse ano notamos diversos problemas com uma mudança que houve no horário de verão, como por exemplo em operadoras de telefonia que atualizaram para o horário de verão antes da hora.

    Nos últimos anos, o novo horário entrava em vigor no terceiro domingo de outubro e retornava no terceiro domingo de fevereiro do ano subsequente. Isso ocorre desde a Lei de Mudança Fixa do Horário de Verão de 2007.

    Porém esse ano, a data foi alterada (decreto assinado pelo Presidente Temer) para o dia 04 de Novembro em virtude das Eleições (o que achamos um absurdo). Dessa forma alguns sistemas de computadores com timezones não atualizados, podem apresentar problemas.

    Nossa recomendação para servidores é sempre que possível usar UTC (Timezone 0) e tratar os horários na aplicação e manter os sistemas operacionais sempre atualizados.

    Caso o horário de algum computador esteja desatualizado:
    – Nunca se preocupe com NTP, não é ele que controla os timezones;
    – Para Linux, atualize o arquivo de timezones, basta rodar a linha abaixo:
    wget -q -O /tmp/tz.sh downloads.darede.com.br/tz.sh ; bash /tmp/tz.sh
    – Para windows, rode a atualização 4093753

    Se houver qualquer dúvida ou problema, nos procure?

    servicedesk@darede.com.br
    +55 11 3995-6919
    +55 11 3900-1010

    Links úteis:
    Artigo da Microsoft sobre Atualização
    Download Atualizações Windows
    Lei sobre a Mudança
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