Entenda como é possível iniciar seus projetos com Git, nosso #cloudspecialist Thiago Marques explica de forma prática!

O pai ta on!!

Já falamos sobre os motivos que motivaram Linus a criar o GIT, e mostramos uma comparação entre os repositórios de códigos. Hoje iremos colocar a mão na massa, para iniciarmos nossos projetos com o GIT.

Para sermos democráticos, vou mostrar a criação de novos projetos/repositórios nas 3(três) ferramentas (GitLab, GitHub e CodeCommit).

GitLab

Depois de fazer o login no site (https://gitlab.com), existirá algumas opções de ações (caso não existam projetos criados), ou podemos clicar no botão com símbolo de soma (+) e escolher ‘New Project’. Nesse exemplo utilizaremos repositórios/projetos públicos, logo escolha essa opção.

GitHub

Indo no mesmo sentido do GitLab, também é possível criar novos repositórios públicos no github (https://github.com), de forma bem similar clique no botão com o símbolo de soma (+), e escolha “New repositor”, com uma diferença: escolha a criação do README na criação do projeto.

CodeCommit

Por fim no CodeCommit, é necessário estar logado na conta AWS, e o processo é mais simples, bastando apenas clicar em “Create repository”, e passar o nome.

Estrutura do projeto

Com os repositórios criados, vamos iniciar a mão-na-massa de fato com o GIT.

Antes de tudo é necessário instalar o git com gerenciador de pacotes de sistema operacional que estiver utilizando (apt, yum e etc).

Caso esteja utilizando Windows, gosto do combo MobaXterm + Git (https://mobaxterm.mobatek.net/download.html), contudo também é possível instalar o git de forma direta (https://git-scm.com/downloads).

Com o git instalado vamos criar uma estrutura de pastas para trabalharmos nos próximos artigos:

Cada pasta secundária vai ser de um repositório, e dentro do GitLab teremos nosso projeto principal. Nesse projeto teremos duas pessoas trabalhando em paralelo o sagara e o thiago.

Note que em nossos exemplos criamos repositórios públicos, que são opções onde qualquer pessoa pode contribuir com o projeto. Quando utilizamos a opção privada, apenas o dono e/ou convidados podem ter acesso aos arquivos.

Com a estrutura feita localmente, e o projeto criado no repositório vamos avançar.

Git Config

A primeira ação que tomaremos é colocar nossa identificação nas configurações do GIT. Isso é importante, pois os commits utilizam dela para identificação, ajudando assim na organização e timestamp dos logs.

Para isso vamos utilizar o comando:

git config –global user.name “Thiago Marques”

git config –global user.email thiagosagara@gmail.com

Existem outras opções que podem ser habilitadas que gosto de trabalhar, que ajudam em tshoots e análises.

git config –global color.status auto

git config –global color.branch auto

git config –global color.diff auto

E por fim a última opção que vamos habilitar no laboratório serve para armazenar as credenciais utilizadas, assim não vai ser necessário passar as credenciais do repositório todas as vezes que formos fazer um push

git config –global credential.helper store

Podemos validar as configurações direto no arquivo (~/.gitconfig), ou via comando com:

git config -l

Git Init

O comando git init é onde de fato as coisas começam. Com ele, criamos um repositório local, ou seja, começamos a criar versões todos os arquivos que estão dentro do diretório.

Note que não precisamos necessariamente de um repositório para começar a trabalhar com o git, ele pode ser usado de forma offline.

Com o init, o git vai criar um subdiretório. git no diretório, que armazenará metadados, referencias, templates e um arquivo HEAD (que basicamente é uma referência ao commit atual.

Tenha sempre em mente que o init serve para INICIAR um repositório, é diferente do git clone, que clona (genius…) um repositório existente, assim o clone, depende de um init.

Git Add

Logo após iniciarmos o repositório já podemos adicionar arquivos novos e/ou novas versões de arquivos existentes, e isso é feito com o git add, que basicamente adicionar o arquivo ao index do git.

Mais detalhadamente o add, adiciona a alteração (ou inclusão) feita ao que chamamos de área de staging (que seria uma localização temporária), dizendo ao git que existem alterações que precisam de commit.

Se pode adicionar os arquivos separadamente com o comando git add <arquivo>, ou utilizar o “.”  para adicionar todos os arquivos.

Git Commit

Para fechar temos o git commit, que tem a função de pegar os arquivos na área temporária (staging) e passar para o repositório (local). Note que o commit não envia os arquivos para o repositório remoto, isso é feito pelo comando push.

Essa característica é algo que diferencia bem o Git de um SVN, uma vez que o commit nesse sistema envia os dados para a central. Assim o Git garante que você só envie os dados para o repositório principal (branch master) quando estiver pronto para isso.

Na utilização do commit, a documentação é obrigatória. Isso significa que sempre será necessário adicionar um comentário referente ao commit. Isso é feito utilizando o editor padrão (caso não se passe nenhum parâmetro), ou com a opção “-m” se pode adicionar o comentário.

#abre o editor padrão

git commit

#envia o commit com o comentário (sem abrir o editor)

git commit -m “[LOG] – Adicionado o sistema de logs”

Juntando tudo

Agora vamos iniciar o projeto (com o init) e criar alguns arquivos no projeto principal.

#Valida as configurações

git config -l

#cria um arquivo

touch index.html

#inicia o projeto

git init

#adiciona os arquivos na área de staging

git add .

#commita os arquivos

git commit -m “[Blog] – Hello World”

No próximo artigo veremos sobre logs, e como enviar os arquivos locais para o repositório remoto.

That’s all folks! Be Happy!!!

foto-thiago-marques
Thiago Marques Technical Account Manager
thiago.marques@darede.com.br

Technical Account Manager da Darede, formato em Rede de Computadores, e pós graduado em Segurança da Informação. Possui ampla experiência em Datacenters e Service Providers, além de ser um entusiasta em DevOps e mercado financeiro.

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