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Office-vs-Exchange

Office 365 ou Exchange Server?

Essa é uma pergunta que temos ouvido muito nos últimos anos. Uma empresa pretende migrar sua solução de e-mail e, frente às inúmeras soluções de e-mail existentes (OnPremises ou SaaS) para nessas duas finalistas: e agora?

Adotar Microsoft Exchange ou Microsoft Office 365?

Se você chegou até aqui, já deve saber bem o que é Microsoft Exchange Server e Microsoft Office 365. Caso tenha dúvidas, veja os links abaixo:

Como quase tudo em infraestrutura de TI, a resposta é: Depende!

Fizemos um estudo onde colocamos todas as VARIÁVEIS possíveis e em nossa análise apresentamos alguns cenários possíveis onde podemos ver que para cada ambiente, há uma melhor solução. Abaixo, descrevemos cada uma dessas VARIÁVEIS, assim você conseguirá elencar as que fazem parte de sua realidade.

1) Quantidade de usuário

Esse fator é muito importante, a primeira conclusão que devemos chegar é que o Custo Inicial de uma solução OnPremises, como é o Microsoft Exchange Server, é maior que o de uma solução SaaS, como o Office 365. Então, até aqui, nos parece que se você tem apenas um usuário, faz mais sentido utilizar o Office 365, as dúvidas agora seriam: a) Qual versão de Office365 usar e, b) A partir de quantos usuários/colaboradores valerá a pena usar o Microsoft Exchange Server (se é que valerá).

2) Investimento inicial

Você possui recurso para um investimento inicial (CAPEX)? Se em seu orçamento tem sobrado recurso para investimento recorrente (OPEX), o uso de soluções SaaS pode lhe cair como uma luva. Já quando o contrário acontece, você tem uma grana sobrando para um projeto pontual, o uso de Exchange passa a ser possível. Mas não se esqueça de colocar em sua conta que sempre haverá um custo inicial, como para fazer a migração para o Office365. E mesmo usando o Exchange, haverá um custo recorrente para manter a solução, seja com profissionais internos ou contratando uma consultoria para administrar seu ambiente, além de energia, depreciação dos equipamentos, renovação de licenças e etc.

3) Uso do pacote Microsoft Office

Essa é uma VARIÁVEL que tem feito a diferença em alguns cenários. O Office365 oferece, em todas suas versões, o direito dos usuários usarem o Pacote Office. Nos pacotes mais simples, apenas o Office Online (que, acreditem, tem atendido muitíssimos casos) e, a partir do pacote Bussiness dá o direito a usar o Pacote Offline, o mesmo já utilizado por nós enquanto tiver que pagar pelo serviço.

4) Estado atual e desejado de seu parque de licença

Uma das sacadas da Microsoft é que com o uso do Office365, além de mudar a solução de e-mail de sua empresa, você pode utilizar o Pacote Office licenciado pagando por seu uso de forma mensal. Muitas empresas têm usado esse produto para substituir sua licença atual em versões antigas ou para regularização de seu parque. O Office365 traz junto a atualização permanente do Office, enquanto você manter o pacote mensal. Em outras palavras, você pode resolver um problema de softwares não regularizados e manter-se sempre na versão mais nova do Office.

5) Perfil de e-mails

É muito importante considerar o perfil de e-mails da empresa. Por exemplo, se sua empresa tem um fluxo de e-mails grande entre os colaboradores, pode ser uma boa ideia usar o Exchange, pois os e-mails trafegariam somente na sua rede interna e não consomem o link de Internet. Elencamos aqui alguns perfis de empresa que podem exigir cenários específicos

  1. Fluxo de e-mails grandes: Se seu(s) link(s) de Internet são pequenos, certamente o uso de serviço externo pode ser um problema. Por exemplo, se você tem um link de 1,5,10Mbps certamente sua rede interna trafega em 100 ou 1000Mbps. Se seu servidor de e-mail estiver instalado dentro de seu escritório a experiência dos usuários com e-mail e com a Internet certamente será melhor.
  2. Legislações e Regras: Em alguns casos, como empresas do mercado financeiro ou instituições públicas, há regras específicas quanto o local e acesso a dados. Já tivemos casos onde não conseguíamos atender regras de retenção, ou o simples fato de a Microsoft ter acesso aos dados (mesmo que a política de uso do Office365 afirme o contrário), pois esses órgãos reguladores ou política de segurança interna não permitem o uso de solução em nuvem.
  3. Muitas Caixas de E-mail: A política de licenciamento do Office 365 é baseada em usuários, dessa forma cada caixa de e-mail requer uma licença. Algumas companhias utilizam diversas caixas de e-mail como: atendimento, compras, vendas (mesmo sabendo que isso poderia ser apenas um grupo ou poderíamos usar diretórios públicos). Nesse caso, o custo com Office 365 fica alto, enquanto no Exchange Server podemos criar quantas caixas de e-mail acharmos necessário sem custo inicial maior.
  4. Caixas de E-mail grandes: Os planos de Office 365, como seus concorrentes (Gmail, AWS WorkMail), possuem caixas de e-mail grande 50/100GB, o que costuma ser muito mais que o necessário e em ambiente OnPremises limitamos mais.

6) Infraestrutura Existente

Caso você possua uma estrutura que atenda outros projetos, como cluster de hypervisor, storage com espaço disponível, co-location/locação de espaço em datacenter, etc., esse custo já existente pode ser utilizado para minimizar o custo inicial, já que, como veremos ao longo desses artigos, o custo com servidor, espaço, links de Internet é muito elevado.

Abaixo, uma tabela comparativa para facilitar o entendimento das principais variáveis a serem pontuadas em sua decisão:

Exchange Server Office 365
Custo por Mailbox Não Há Licença Mensal
Custo por Usuário CAL Adquirida Pagamento Mensal
Uso do Microsoft Office Adquirir Licença Incluso*
Custo Inicial Elevado Baixo**
Multiplataforma (Windows/Android/Iphone) Sim Sim
Webmail Sim Sim
Necessário Certificado SSL Sim Não

*Office Offline apenas nos planos mais caros.
** É necessária equipe técnica para ativar e/ou migrar sua solução atual.

Agora que nós já explicamos as principais diferenças e variáveis, sabemos que ambas as soluções são muito completas, mas com características distintas. No próximo artigo, veremos como fica o custo para cada uma das soluções.


Flávio Rescia
Gerente de Operações
flavio.rescia@darede.com.br

Sócio Fundador Darede, graduado em Redes de Computador e Sistemas de Informação, ministra aulas de Redes de Computador no SENAI e possuí vasta experiência com provedores de Internet, tecnologia para mercado financeiro e Cloud Computing.

DNS e as dúvidas quando precisa hospedar uma aplicação

Se você está lendo esse nosso primeiro artigo, deve estar com aquela pulga atrás da orelha, aquele sentimento de:

“Será que agora vou saber o que estou fazendo quando crio aquela entrada TXT, ou CNAME quando sigo um procedimento?”.

Fique tranquilo, após a leitura, terá todos os conceitos práticos necessários para saber exatamente o que está fazendo quando tiver que realizar qualquer mudança no DNS.

E provavelmente você deve ter tido aula (ou apenas passou na prova) em seu curso técnico ou universitário, mas na hora de pôr a mão na massa no DNS, prefere pedir para alguém ou seguir aquela ‘receitinha’. Vamos acabar com isso hoje!

Todos que estão lendo devem saber para que serve DNS: traduzir nome para IP, para que usemos nomes e não IP em uma aplicação como browser, shell, cliente de e-mail ou qualquer outro software. Você verá que é muito mais que isso.

E muitos devem ter visto (na apresentação do professor) o desenho abaixo:

Esqueça ele, por enquanto. Provavelmente você nunca terá que se preocupar com esse conceito, para 99% dos profissionais de TI são dispensáveis, mesmo sendo o único que todo professor ensina =D!

Primeiro, é importante entender a realidade em que o DNS foi feito e quais problemas ele tenta resolver. Abaixo uma lista de verdades que explicam muita coisa:

  • DNS foi criado na década de 1980, quando os recursos computacionais eram muito mais limitados que hoje;
  • Foi criado para o controle ser centralizado;
  • E a carga maior ser descentralizada.

O segundo conceito, importante, é:

Existem dois tipos de servidores DNS:

  1. O que todos usam sempre, o DNS ‘Resolver’ e
  2. O que temos medo de mexer, o ‘SOA’.

O Servidor Resolver (do inglês “Resolvedor”) é aquele que configuramos em nossa placa de rede (ou recebemos via DHCP). Usamos para resolver/consultar nomes DNS de qualquer domínio, para que possamos navegar na Internet ou fazer uso das nossas aplicações. Subir um servidor DNS é muito simples, o roteador WIFI que temos em casa quase sempre faz essa função de servidor DNS para nós. A nossa operadora sempre nos oferece ao menos 2 servidores DNS de consulta, para nosso uso da Internet contratada.

Quando configuramos um Servidor Resolver?

  • No roteador da nossa casa;
  • Quando vamos compartilhar Internet em nossas impressoras (isso pode inclusive ajudar no desempenho quando fazemos cache, pois evita consulta na Internet de requisições repetidas).

Já os servidores SOA são os servidores responsáveis por responder para Internet (para os servidores de Resolver) cada nome de nosso domínio para IPs. Por exemplo, o domínio darede.com.br que temos registrado para nosso uso, precisa de servidores SOA, também ao menos dois, para que possamos apontar entradas DNS como www, mail, smtp, etc, para os IPs onde essas aplicações rodam.

Mas por que sempre ao menos dois? Nem vou responder

Nosso servidor DNS de consulta pode verificar algum outro DNS de consulta, como os do provedor, ou resolver diretamente usando o protocolo WHOIS.

Esse ai (WHOIS) foi outro que dá aquela dor no estômago quando vê né? Saaaabe o que é…. mas não sabe explicar? 😉

WHOIS é um protocolo utilizado principalmente para: “Informar aos servidores DNS Resolvers quem são os SOA de determinado domínio”. Aqui vem a sacada do DNS. Existem bilhares de entradas nos milhares de SOA, a IANA que controla a internet precisa apenas ter o controle de qual SOA reponde por cada domínio, enquanto nós ficamos responsáveis pelo SOA e suas centenas de entradas.

Muitos devem conhecer, mas usando serviços como os abaixo, conseguimos saber quem (who is) o servidor SOA do domínio xpto.com.br, além de outras informações do mantenedor do domínio:

Uma vez que o Servidor Resolver sabe quem manda no domínio (xpto.com.br), ele faz a consulta diretamente para o SOA. E agora a pergunta é: “Eu sei que você manda no domínio xpto.com.br. Quem é o www?”

Então, o fluxo de uma consulta DNS no dia a dia da Internet fica o seguinte:

  • Cliente pergunta a seu servidor DNS Resolver: “Qual IP de www.darede.com.br?”
  • Servidor DNS Resolver 1, que tem encaminhamento para outro Servidor DNS Resolver (2), pergunta: “Qual IP de www.darede.com.br?”
  • Servidor DNS Resolver 2, que não faz encaminhamento, utiliza o protocolo WHOIS para questionar: “Quem é o SOA de darede.com.br?”
  • Com os IPs do SOA, o Servidor DNS Resolver 2 pergunta à um dos SOAs: Eu sei que você é SOA de darede.com.br, qual o IP de www?”
  • Agora que o Servidor DNS Resolver 2 sabe o IP de www.darede.com.br, ele informa o cliente (ou ao Servidor DNS Resolver 1) qual é o IP e pode ou não configurar para cachear esse nome”

Registrar: O Registrar é o órgão responsável por manter a concessão dos domínios usados na Internet. É ele quem configura o WHOIS Server de modo que os servidores DNS Resolvers possam ‘descobrir’ os SOAs de cada domínio.

No Brasil, possuímos apenas um registrar, o registro.br, é nele que registramos o domínio para podermos usá-lo. Em outros países podem existir diversos Registrars, nos EUA, por exemplo, os provedores de hospedagem de sites são os próprios registrar. Já por aqui, no Brasil, os provedores de hospedagem de site fazem apenas o papel de SOA, servidor de e-mail, servidor de páginas web, etc.

Agora que entendemos o fluxo das consultas DNS na Internet, sabemos que funciona assim, como abaixo:

  • Os clientes consultam seu DNS Resolver procurando pelo IP de www.xpto.com.br;
  • O WHOIS mantém os SOAs que respondem para cada domínio;
  • O SOA mantém a tabela de nomes e IPs do domínio xpto.com.br;
  • Os Servidores DNS Resolvers consultam WHOIS (Quem é) SOA de xpto.com.br;
  • Os Servidores DNS Resolvers consultam ao SOA qual o IP de www.xpto.com.br;
  • Cliente faz a requisição (HTTP, POP, SMTP, etc) ao IP de www.xpto.com.br

Até então, falamos apenas de solução de nomes para IP, mas não existe apenas esse tipo de resposta. Essa é a principal função do DNS, porém, não é a única.

Fique ligado porque no próximo artigo vamos entender as entradas DNS que podem ser utilizadas e quando utilizamos 😉


Flávio Rescia
Gerente de Operações
flavio.rescia@darede.com.br

Sócio Fundador Darede, graduado em Redes de Computador e Sistemas de Informação, ministra aulas de Redes de Computador no SENAI e possuí vasta experiência com provedores de Internet, tecnologia para mercado financeiro e Cloud Computing.

Seja um Provedor de Internet Automatizado: Ativação, Bloqueio e Cancelamento

Com o avanço da tecnologia no dia a dia das pessoas, gerenciar os negócios também acaba sendo uma tarefa a mais. Assim, quanto mais dinâmico você deixar seus negócios, mais poderá se concentrar na estratégia do que na operação.

Por isso, vamos automatizar seu provedor com apenas alguns passos. Você ativa seus clientes, gerencia e cancela seus contratos facilmente e torna seus processos mais eficientes.

Automatizando seu provedor

Para iniciarmos esse processo de automação, é necessário entender que suas aplicações serão integradas a outras plataformas, de forma que possam operar em conjunto, facilitando e dando-lhes maior poder de gerência e administração sobre suas atividades. Isso porque cada cliente contrata um tipo de serviço diferente e tem uma necessidade diferente com relação à velocidade de banda, forma de endereçamento IP, funcionamento da estrutura interna, entre outras funcionalidades possíveis.

Gerenciando os clientes e seus planos

Com a integração das plataformas e tomando como exemplo de utilização um sistema baseado no RouterOS e uma aplicação de gerenciamento MK-Solutions, você poderá controlar toda ativação do seu cliente, escolhendo o equipamento em que ele fará o login, qual tipo de endereço será atribuído a ele, sua velocidade de contrato (sendo possível alteração instantânea) e inclusive a configuração dos equipamentos que ficarão alocados no cliente final. Dessa forma, qualquer mudança que se necessite fazer, você gerencia seus clientes pela plataforma, com alguns cliques, de forma rápida e fácil.

Benefícios de um sistema automatizado

Dentre os principais benefícios de se automatizar está na capacidade de você permitir ou não o funcionamento das atividades, estando à distância. Através da plataforma, você pode cancelar um cliente ou bloqueá-lo por falta de pagamento, modificar os contratos e integrar sistemas de autenticação por cabo ou Wifi (hotspot).


Fernando Candido
Coordenador
fernando.candido@darede.com.br

Bacharel em Redes de Computador, técnico de Redes de Computador pelo SENAI Suíco-Brasileiro, onde ministrou aulas por 7 anos. Possui experiência em projetos de Internet Service Provider e atualmente coordena projetos para ISPs na Darede.